A produção em Portugal não está de boa saúde. Nas ultimas quatro décadas, o ritmo de criar riqueza, não acompanhou a evolução da sociedade. A movimentação das pessoas, sem dúvida que passou a ser mais acelerada. A uma velocidade maior.
A globalização anunciada, deu todos os sinais para as pessoas se prepararem sem demora para a nova era. A era da competitividade
Na década de 70 do século XX, apesar dos fortes sinais para as pessoas se prepararem para a nova era, uma era de mais ritmo, de mais audácia, de mais mudanças rápidas, muitos foram os portugueses que se acomodaram à situação, desprezando a ideia de se irem preparando e actualizando.
Os que o fizeram, se prepararam, agora vão enfrentar com certeza com mais à-vontade, a forte mudança nestes próximos anos.
Mas esta mudança de quase 180º graus que já começou e se vai processar em pouco tempo, a forma como apareceu tão bruscamente, também se deve aos que não se quiseram preparar para os novos tempos.
Mas pior que isso, foram os que tentaram imprimir uma dinâmica no sentido errado. Ou seja, o inverso da realidade.
Numa parte da sociedade, numa parte das famílias, numa parte das escolas, depois mais tarde também numa boa parte das empresas, quer públicas quer privadas, passou a ensinar-se a falta da verdade e da ética. Passou a premiar-se a esperteza e não a inteligência, a "habilidade" e não o profissionalismo.
No inicio da década de oitenta numa aula, o professor insistia para os alunos lerem e relerem bem a Constituição da Republica, verem os direitos que lhes dava, Estes alunos já eram todos adultos e na escola da vida (estudantes trabalhdores). Um aluno disse ao professor: Se o país não estiver a criar riqueza, não adianta termos uma Constituição cheia de direitos.
No inicio da década de noventa, num seminário de profissionais, o orador dizia: Os políticos e governantes em Portugal, estão a criar uma sociedade convencida que todos têem direitos e ninguém tem obrigações.
E assim, se foi perdendo o verdadeiro ritmo de acompanhar com criação de riqueza, as necessidades dos cidadãos para se fazer uma vida condigna.
Em muitas empresas, passou a tolerar-se e muitas vezes até a promover-se a falsidade e a desonestidade no trabalho. Os números empolados. Os números falsos. Relatórios viciados que não correspondiam nada à realidade e necessiidade para a empresa continuar saudávelmente. As novas tecnologias, serviram para com honestidade, saber e profissionalismo, multiplicar várias vezes a produtividade por pessoa.
Mas também serviram para serem aproveitadas pelos desonestos e aldrabistas, fazerem muito melhor e com mais perfeição as suas falcatruas e malabarismos.
Todos os bem pensantes se lembram, que já no início da ultima década, quando já não havia dúvidas de que a breve prazo iria rebentar a bolha, e chamavam à atenção para os que continuavam completamente loucos a seguir pelo caminho errado, eles diziam que os que continuavam a enfrentar e combater a via da aldrabice, que eles é que estavam errados. Por vezes até tinham o atrevimento de mencionar figuras e Instituições mais conhecidas do mundo, que estes também faziam o mesmo.
Neste momento, esses indivíduos, embora já estejam mais serenos, mas ainda não se convenceram e continuam à espera de uma nova oportunidade para reiniciarem com força a via da aldrabice. Embora ainde se continue a praticar muita aldrabice na gestão e condução de muitos empresas.
A estrutura da humanidade não suporta isso. A estrutura da humanidade, para continuar saudavelmente, também precisa que pratique e seja conduzida de uma forma saudável.
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