Pegava nas crianças, metia-as no carro e nem precisava de lhes dizer se deviam ir à frente ou atrás, elas de acordo com a sua idade sentavam-se no banco devido.
Na rua ou no centro comercial, tinham um comportamento exemplar e ordeiramente saltitavam e falavam, olhando para aqueles da sua idade que andavam ali amarrados no carrinho de bebé ou carrinho das compras.
Excesso de trabalho nunca servirá para desculpar erros crassos e injustificáveis, que depois tentam justificar que foi a causa de falhas imperdoáveis, que se tornam imensamente prejudiciais e contraditórias para a sociedade em geral.
Para muitas pessoas, o exercício de uma profissão, não passa de uma ocupação de tempo. Mas talvez a responsabilidade desta forma de pensar e ver as coisas venha de quem lhes disse que era um problema como arranjar ocupação dos tempos livres.
Todas as pessoas bem intencionadas sabem que não há tempos livres. Todos nós temos 24 horas por dia livres e cada um ocupa-as como quer. Cabe a cada um ser um bom gestor de tempo. Mesmo as criancinhas, se as deixarem seguir o seu pensamento, elas não têm tempos livres. Arranjarão sempre algo para ocupar o tempo. E raras serão as crianças que ocupariam o tempo mal ocupado.
Agora se ela com 1, 2, 3, 4 ou 5 anos andar amarrada no carro de bebé que já não é e/ou no carro das compras só para alguém não precisar de se preocupar com os passos da criança, então sim, quando for adulto vai ter mesmo dificuldade em arranjar algo de útil para ocupara o tempo e mesmo o trabalho para esta criança será sempre uma chatice. Por isso, se distrairá com facilidade e depois também com facilidade dirá que cometeu a falha gravosa por motivos de excesso de trabalho
As três fotos desta crónica, captadas ao acaso mas que servem perfeitamente para ilustrar este pensamento, mostram o interesse pela profissão que lhes foi confiada, o desalento da vida para gente jovem que provavelmente alguns foram dos que andaram com: 1, 2, 3, 4 ou 5 amarrados aos carrinhos de bebé quando já não o eram, mas que deixava tempo livre para não precisar de pensar na criança que levava ali ao lado, mas que depois quando essa criança for adulta, então a mesma pessoa que a amarrava quando era criança, agora que não a pode amarrar, então, agora sofre terrivelmente, horas, dias e anos continuamente por ver esse agora adulto sem qualquer controlo pessoal.
A ultima foto, do lado direito, mostra aqueles que depois de 8 ou 10 horas de trabalho diário, vão exercer uma actividade que é talvez a que mais concentração exige, caso contrario não pescam nada.
Assim é na vida em geral.
Assim aconteceu nas ultimas décadas. Assim vemos todos os dias.
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