sexta-feira, 9 de março de 2012

Volta em 40 anos ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã




Os jovens irmãos, ele acabava de cumprir o serviço militar tempo obrigatório de três anos, tinha antecipado um pouco o alistamento para assim poder dar inicio mais cedo à sua vida organizada, tinha 23 anos. A sua irmã dois anos mais nova acabava os estudos e começava a dar aulas e como até aí já tinham começado a trabalhar muito cedo, sobretudo o irmão agora trabalhador estudante , sentia prazer em levar os familiares de vez em quando dar um passeio de automóvel que comprou com o dinheiro do seu trabalho, sem que tivesse vindo sequer um centavo de ajuda dos pais para ajuda da sua vida pessoal.
Mesmo assim, ele tinha prazer em viver a vida de jovem e vivia-a controladamente, tanto nos excessos de diversões como nos de despesas.
Estávamos em meados da década de setenta e a juventude despontava para as diversões, mas na maioria dos jovens controladamente.
A mãe de Pedro e de Joana, vendo os seus filhos com uma juventude tão diferente como foi a dela, achava que estavam a gastar mais do que deviam e chamou-os à atenção, para que poupassem mais dinheiro do ordenado que estavam a ganhar, pois quando fossem velhos esse dinheiro poderia fazer-lhes falta para a velhice.
Pedro e Joana não levaram a mal mas responderam à mãe que com o ordedanado que estavam a ganhar, acima da média, eles estavam a descontar para um sistema de segurança social que lhes garantia todos os males enquanto estivessem na vida activa e quando chegassem à idade da reforma, teriam uma reforma que lhes garantiria uma velhice confortável.
A mãe dos jovens, amuou e com um sorriso desconfortado olhou para eles e não disse mais nada. Mas mais tarde, passado pouco tempo diria aos filhos que talvez não fosse assim tão garantido como eles pensavam.
Em 2015, esses jovens vão completar 40 anos de desconto para esse sistema de segurança social que lhe venderam quase como sagrado e infalível, mas que na realidade ficarão com a pensão de velhice, por metade do que lhes disseram que viria a ser.
Mas as gerações com menos 10 ou 20 anos, o efeito será ainda mais devastador e enganador.
As fotos que ilustram esta crónica indicam a sociedade do futuro. Vivendo nem bem nem mal. Uma das classes sociais das ultimas décadas desaparecerá, ficando duas classes sociais, tal qual como é a base da nossa civilização. As pessoas farão por si próprias o seu sistema de segurança. Ou é pobre ou é rico. A SUA SEGURANÇA ESTÁ NO SEU TRABALHO. Aprenderão de novo a saber poupar, a saber gerir os seus recursos do seu trabalho, para quando não poderem trabalhar, aí, terão de facto a sua reforma merecida por velhice, sem serem surpreendidos.

Sem comentários:

Enviar um comentário