A gloriosa era da electrónica que chegou nas ultimas décadas a todos os cidadãos, se isso não tivesse acontecido, não estaria eu aqui e agora a comunicar com o mundo inteiro, mas faltanos saber ao certo, porque é que aconteceu, que tão mal foi aproveitado este enorme avanço da ciência.
A obra colossal da foto do nosso lado esquerdo, talvez nem os que a construíram se tivessem apercebido do enorme valor e importância que haveria de dar ao nosso país. Mas concerteza também não lhes foi alheo a transformação que viria a imprimir na economia nacional e no desenvolvimento regional.
Agora, uns remendozinhos que se vão acrescentando a esta obra, só alguns conseguem ser feitos porque outros vão sendo travados a protesto de não se sabe bem de quê, mas no fundo todos nós sabemos bem o porquê desses entraves. Forças há que não querem que as regiões se desenvolvam!..
Mesmo assim, só com muita insistência e patriotismo é que se consegue ir juntando algumas pequenas obras à tão grande e gigantesca obra, que foi feita quando não havia computadores a fazer rapidamente os cálculos do cimento e os incontáveis subsídios vindos da UE que esses subsídios não são mais nem menos do que os impostos de quem trabalhamos, para serem mal gastos por quem não trabalha.
Também foram feitas essas grandes obras, quando a percentagem de doutores e engenheiros no nosso país sobre a população era 10 vezes inferior à actual, mas com uma diferença: os doutores e engenheiros formados nesse tempo, 30% eram medíocres e 70% eram bons. Agora inverteram-se os valores: 70% são medíocres e 30% são bons. Também pisei o chão de uma faculdade e sei do que falo.
Nas ultimas décadas os grandes fundos e tecnologias vão em boa parte para a foto do meio. Enquanto uns ateiam fogo à floresta, outros compram meios tecnológicos com os respectivos fundos financeiros já falados, para apagar os incêndios.
Criei-me junto de um sobreiral com milhares destas árvores centenárias e outras de várias espécies, que me habituei a ver aquelas árvores frondosas, para além da sua riqueza em cortiça e madeira, que olhávamos lá para o cimo e lá criavam e descansavam: Rolas, Pombos Bravos, Gaios e outra aves especiais de grande porte e raras mas que protegiam o equilibrio da natureza.
Este sobreiral foi consumido pelo fogo, que depois, segundo apuramento das autoridades, foi ateado por quem considerado irresponsável, mas que estava a viver com os ditos subsídios dos nossos impostos, se divertia a atear fogos para ver as sirenes dos Bombeiros a tocar.
Calcula-se que levará centenas de anos a repor essa floresta tal qual como estava. Se se vier a repor!..
Também vemos como a foto do nosso lado direito demonstra, quem viva dessa maneira, apoiado e fazendo uso das novas tecnologias para esses fins.
Será que a viragem vai repor a naturalidade fazendo uso das novas tecnologias? Esperemos que sim!...
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