sexta-feira, 1 de junho de 2012

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


 Até o filósofo importante, aquele que escreveu livros, que quase de leitura obrigatória nas escolas, impondo as suas ideias na sociedade, diz que: ninguém nos diz para onde devemos ir!...
"Novos e velhos" (ponho novos e velhos entre aspas, porque na realidade não existem novos e velhos) mas digo novos e velhos, porque acabou de capitular uma sociedade que utilizava muito a expressão novos e velhos.
Quem tivesse mais de 35 anos era velho. Novos eram aqueles que tinham menos de 35 anos. Por isso, esta sociedade capitulou.
Dizia-me na década de 90 do século passado um Gestor de Empresas de carreira internacional, com 70 anos, tinha sido um dos melhores gestores da sua geração.
Empresas novas a iniciar pediram-lhe para que lhes indica-se gestores promissores de carreira, que ele achasse que viriam a ser futuros bons gestores.
Começou por indicar pessoas entre os 40 e 45 anos, mas chamando à atenção que ainda eram um bocado novos, mas com mais alguns anos de experiência seriam bons futuros gestores.
Essas empresas responderam-lhe que nem pensar nisso, eles nunca aceitariam gestores com mais de 35 anos nas suas empresas.
Essas empresas, hoje, já faliram quase todas.
Claro que essas empresas quando abriram, foi só à procura dos subsídios. Os subsídios acabaram e elas encerraram.
A primeira foto do nosso lado esquerdo é um retrato da sociedade que capitulou.
Os de com mais idade, a maioria deles desanimadamente desistiu e foram para os bancos do jardim à espera que a morte os leve.
Os de menos idade, a maioria deles sentaram-se nos bancos dos jardins e discutir aquilo que não sabem, porque não lhes ensinaram, não lhes quiseram ensinar e eles ficaram à espera que tudo lhes aparecesse feito. O paraíso que lhes prometeram e que nunca terão.
Restam cerca de 30% dos com mais idade e com mais sabedoria e também cerca de 30% dos com menos idade e com menos sabedoria, mas todos estes, são aqueles que vão repor a nova sociedade a laborar, a criar riqueza e que daí virá a nova sociedade do futuro. Porque estes não têm nada a ver com os que se sentaram no banco do jardim. estes são gente dinâmica que todos os dias aprendem, todos os dias ensinam o verdadeiro saber, com mais ou menos idade, sem haver novos ou velhos, porque a sociedade e a humanidade é composta por todas as pessoas vivas,  aquele saber que constrói o futuro verdadeiro.
A foto do meio, se ampliarmos a foto e repararmos que por entre as pernas da cabra, está uma cara de pensador que talvez possa ensinar ao filosofo dos livros, como se constroi uma sociedade e que assim como as cabras, não ficam à espera que alguém lhes diga para onde devam ir procurando o futuro. Nós próprios temos o dever e a obrigação de aprender a saber para onde devemos ir. E não temos o "direito" (escrevo direito entre aspas porque a sociedade que acaba de capitular foi uma sociedade só de direitos e não uma sociedade de deveres e obrigações. Por isso capitulou.
Será que será a sociedade da foto do lado direito que vai pôr uma nova sociedade em marcha?

















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