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| Nosso antepassado |
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| Ponte romana sobre o Tejo, contruída por Trajano por onde passou a Rota da Prata. |
Continuação da publicação anterior em 14-01-2023-
De
ser um país com a independência que a maioria dos cidadãos e cidadãs desejam,
porque para alguns e algumas, talvez preferissem uma independenciazinha à maneira
deles e delas, porque é assim qua mais lhes convém a eles e a elas.
Mesmo
ainda antes de este povo e esta nação se chamar lusa, há centenas de milhares
de anos, já era um povo que crescia devido à sua boa organização, resistência e
capacidade de luta e, já nesses tempos existiam no seu seio os pequenos grupos
que gostavam de viver à custa dos que com
boa organização e trabalho se esforçavam e lutavam para a sua independência
como povo soberano.
Os
tempos, as mudanças e alterações fora aparecendo e avançando e com as grandes
decisões e acontecimentos haveria de se formar a Nação com nome de Lusa.
A península
ibérica sempre foi um espaço geográfico apetecível para muitos povos dos seus arredores,
desde europeus a sul mediterrânicos, mas mais a parte ocidental da península ibérica
terras da futura nação lusa.
Do
lado de lá do mar mediterrânico, há mais de 4.000 anos, pensava-se e dizia-se
que deste lado as terras eram tão ricas que até as estátuas eram de ouro, principalmente
em terras catalãs.
Por isso, para gentes dessas terras sul
mediterrânicas, era muito apetecível e tentador atravessar o mediterrâneo e vir
saquear essa riqueza que existia deste lado, mas como a sua navegação eram
ainda jangadas que apenas davam para navegar junto à costa, eles viviam do lado
onde as distâncias entre margens mediterrânicas eram as maiores, havia que se
preparar para poderem atravessar o mediterrâneo.
Assim, levou-lhes 200 anos a prepararem-se até
pensarem que já dispunham de navegações que poderiam atravessar o mediterrâneo.
Conseguiram
e há cerca de 4.000 anos esses navegadores chegaram às nossa terras.
Não
terão encontrado essas estátuas de ouro como eles imaginavam, mas terão
encontrado riqueza suficiente para por estas terras ibéricas permanecerem
durante muitos tempos.
A
parte ocidental da península ibérica foi por onde eles se fixaram durante mais
tempo, explorando boa parte das riquezas até ao interior utilizando os rios como
vias de navegação e transporte dos bens encontrados, umas vezes negociados em
troca de outros produtos com os povos locais, outras vezes até saqueados à
força, quando encontravam pequenos aglomerados de população que não lhes
poderia oferecer resistência.
Mas
estes, não foram os primeiros orientais a atravessar para este lado, mais a sudoeste
no canal mediterrânico, entre Tarifa e o atual Marrocos, com apenas 14 km de distância,
em dias claros e apenas a olho nu, de Tarifa em Espanha avistam-se terras de Marrocos, para
atravessar o estreito para terras ibéricas, formando a conhecida Rota da Prata,
atravessando a península ibérica até ao mar cantábrico, que depois contornava
por terra até terras bretãs francesas e alguns atravessavam mesmo para as ilhas
britânicas.
Esta Rota da Prata, vinda do medio oriente, transportavam-se e comercializavam-se desde: ouros, pratas, perolas e todo o tipo de pedras preciosas e medicamentos sempre dos valores mais especiais e elevados e de pouco volume, mas também peles de animais das mais caras e ainda tecidos também dos mais caros mas estes eram transportados pelos viajantes de menos dinheiro, atravessando a península ibéria até terras britânicas, teve o seu auge há cerca de 5.000 anos, fazer esta rota poderia levar vários anos, mas negociante que a fizesse e soubesse explorar todos os negócios que esta rota proporcionava, ficaria rico para toda a sua vida, dando para se estabelecer fixamente na sua zona para a toda a sua vida.
Mas também tinha os seus riscos, principalmente os assaltos da pirataria,
foi escolhida esta rota por estas terras, porque eram terras onde viviam povos menos
ligados à pirataria. e que mais negócios proporcionavam aos viajantes.
Haveria
muitos destes viajantes que faziam esta rota, que até por motivos de doença faleceriam
durante esta viagem.
Já
em terras que hoje são Portugal, Beira Alta e entre Minho e Trás-os-Montes, não
raro encontrar sarcófagos embutidos em rochas graníticas e chistosas que datam
desses tempos e terão sido desses tempos mandados fazer por gente desse que
morria quando já tinha uma riqueza acumulada e assim se queria distinguir dos
que eram enterrados normalmente.
Um
dos pontos de passagem dessa rota da prata que haveria de ficar mais assinalada
na historia, foi a construção da ponte sobre o Rio Tajo/Tejo em São Pedro de Alcântara
em Espanha próximo da fronteira de Segura com Portugal, ainda lá existem marcas
bem visíveis de trilhos nas rochas graníticas gastos das passagens dos caminhantes
e com seus animais para transporte dos valores que transportavam.
Qualquer
pessoa que chegue ali pela primeira vez e ao olhar para aquela grande e
majestosa obra, começada antes da era de cristo
e já acabada na era de cristo, terá levado cerca de 100 anos a construir,
fica a pensar o que é que teria levado a construir uma ponte daquelas num local
desértico com quilómetros de rochedos em redor e sem povoações que habitassem
essas terras nesses tempos, mas era um local onde, devido ao efeito das águas
do grande rio ao bater nas rochas que ladeavam o rio, provocavam um efeito que
dava segurança às barcaças para transportar os homens e animais com seus
produtos que faziam essa rota e lhes cobravam elevadas taxas por serem homens
de muito dinheiro.
Teria
sido a pensar nas elevadas taxas de portagens a cobrar na passagem pela ponte
depois de estar construída, que Trajano terá decidido construir a ponte nesse
local, lá tem as duas torres, uma de cada lado com as suas portas e janelas que
eram protegidas com gradeamento de varões de ferro quase da grossura de um
pulso de homem, onde era recolhido o dinheiro das elevadas tachas cobradas.
Também
existem indícios de que essa rota da prata, a partir do estreito de Tarifa,
partia um caminho mais pelo centro da Península Ibérica, passando por
aglomerados populacionais que viriam mais tarde dar nas grandes cidades do futuro, como Toledo, que iria passar para terras Gaulesas, hoje França, que
cruzava os Pirineus, por onde os viajantes comerciantes fariam muitos e bons
negócios, mas na zona dos Pirineus eram com frequência vitimas de assaltos dos
piratas terrestres. Face a esta situação, os viajantes terão abandonado esta
estrada, passando a viajar só pela mais a ocidente, que teria mais ou menos a
linha da atual fronteira entre Portugal e Espanha, pensa-se que um dos pontos
onde atravessavam o rio Douro, seria onde hoje se chama Barca D`Alva, junto à
foz do rio Águeda, do lado que hoje é Portugal.
Há
investigadores que dizem que o nome Barca D`Alva (cor branca) vem desse tempo,
pois os barqueiros pintavam as barcas brancas para que fossem avistadas mais à distância.
Por
essa linha em direção ao mar cantábrico passando por terras que hoje são
Portugal, é por onde existem mais sarcófagos graníticos que muitos datam desses
tempos.
Tenho
bem presente de quando eu em preparação para o exame de admissão à universidade,
o professor nos mandou fazer um trabalho, porque é que a fronteira entre Portugal
e Espanha de sul para norte é por onde está e não por outros locais.
Depois
de apresentarmos os trabalhos, bastante diversificados, mas nenhum chegou a
este ponto histórico, dizia o professor: alguns andaram lá perto, mas nenhum chegou
à razão mais verdadeira.
Nós
eramos trabalhadores-estudantes noturnos, todos já adultos e alguns com experiência
de termos viajado desde muito novos, no meu caso, atravessei esta fronteira a
salto durante a noite aos 14 anos, o professor quis ouvir o conhecimento de
alguma experiencia na pratica e fora dos ensinos e livros convencionais.
Mas
mais tarde e até hoje, já cruzei toda esta fronteira dezenas de vezes, desde
Vila Real de Sto. Antonino até Miranda do Douro e até Caminha, penso que de todos
os locais por onde se pode passar de carro, não deve haver algum que eu não
tenha passado e alguns várias vezes.
Continua na próxima publicação


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