sexta-feira, 22 de julho de 2011

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã


Cultura do culto ou culto da cultura, como se queira ver a condição, invadiu fortemente as mentes nos últimos tempos.
Desde os tempos do homem neanderthal que os cultos foram importantes e até necessários para a orientação do ser humano. Mas desde o principio desses tempo, os cultos tinham a ver com as divindades. Hoje, os cultos são na maioria individuais, personificados, egocêntricos e por vezes até um pouco narcisistas.
Mesmo assim, não quer dizer que esta cultura de cultos sejam tão mau como se possa eventualmente pensar. As lutas pela vida com o máximo de qualidade, levam o ser humano a travar lutas individuais e por isso o culto físico não consegue resistir e aí está ele em primeiro plano. Mesmo na memória dos vivos, está presente a grande diferença das ultimas décadas e a preocupação do culto personificado e vivo presentemente. Poderá ser exagero?
A frase já com vários séculos: - mais vale ser rainha um dia do que duquesa a vida inteira -, cada vez se aplica mais à sociedade de hoje sobretudo nas últimas décadas.
As pessoas preferem ter uma hora, um dia ou um ano de suprema qualidade de poder e imagem, mesmo que não seja muito real, mesmo que depois venham a cair a pique.
As imagens que apresento, embora captadas com algum tempo de diferença e em locais bastantes distantes, demonstram bem isso.
A caricatura que revela a esmerada máscara bem trabalhada não importando o custo financeiro e tempo para conceber, mas é imagem que pretendia dar aos transeuntes.
A mulher que saltou de repente com o receio de ser impedida, para o meio do grandioso campo de futebol para poder mostrar o seu corpo seminu a milhões de espectadores/telespectadores, talvez tenha conseguido o máximo de entusiasmo e satisfação.
A rapariga que não perdeu tempo assim que lhe apareceu um bocado de relva para poder expor todo o seu corpo ao sol e para tal baixou os olhos à terra para não poder ver os outros olhos, também provavelmente viveu um dos momentos de satisfação própria consigo mesma. Com os olhos colados à terra vive um ponto alto e importante, supremo e moldado à sua maneira, desejo e fé. Provavelmente está a travar uma luta mas consciente, porque a sua cultura local e de origem não estará muito de acordo com o culto que está praticando naquele momento, mas neanderthal já lá vai há muitas centenas de milhares de anos e a fé hoje é outra. A fé de hoje é num Deus próprio que por por vezes é ele proprio que pratica o acto de fé.
Trabalham-se horas, dias e por vezes até anos para mudarmos o nosso culto físico, por vezes mais do que o mental.
Com frequência, se vêm até grupos de pessoas com comportamentos estranhos e por vezes até contrariados só para dar uma aparência diferente, que na realidade eles próprios se sentiriam muito mais satisfeitos e àvontade se não praticasse esse culto de fé pelo culto físico.
Até na área comercial e financeira é aproveitada esta fé e se vêm atitudes movidas pelos cultos modernos. Vemos por vezes estabelecimentos comerciais com nomes como: o culto de bem vestir, o culto do vinho, o culto dos sabores e por aí fora.
Mas nesta área, ou seja, fora do culto humano físico os sucessos não são grandes. Muitas iniciativas destas não tiveram o sucesso que os seus autores esperavam.
Assim tem mudado nas ultimas décadas a sociedade portuguesa e a sociedade em geral.


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