segunda-feira, 9 de maio de 2022

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã: Realidade e Factos - Nº 2

Uma imagem de Portugal
 

Tentando avistar o imenso Portugal







Continuação da nº 1

Nas obras aconteceu a mesma situação. Os que receberam os subsídios e depois de comprarem carro novo e renovar a casa, assim que acabaram os subsídios e não se podiam candidatar a outros até um determinado prazo, muitos deles emigraram e não voltaram, foi aqui que começou a fuga dos formados nas universidades portuguesas e ir para o estrangeiro trabalhar. Mas os que receberam somas elevadas de subsídios, faziam grandes anúncios publicitários através de órgãos de informação até dos mais conhecidos a anunciar grandes empreendimentos com planos bem detalhados e o numero de postos de trabalhos previstos, sempre surpreendente, começavam as obras fazendo o que seria preciso até receber boa parte dos subsídios ou a totalidade e depois arranjavam um motivo, já bem pensado anteriormente, paravam a obra e nunca mais recomeçou, todos nós conhecemos  casos destes.

Assim foi acontecendo até princípios deste seculo, e a partir de 2004/2005 já era visível e claro que uma queda brutal na economia iria acontecer a curto prazo, mas em Fóruns e Congressos, ainda havia representantes de instituições financeiras a dizer de boca cheia e sorriso largo, oferecer juros o dobro daqueles que se praticavam no mercado  por instituições solidas e bem geridas e administradas.

Passados três ou quatro anos, aconteceu a hecatombe financeira que já era prevista pelos mais reesposáveis e cuidadosos e as instituições geridas e administrados por aqueles que em 2004/2005 ofereciam os juros o dobros dos do mercado foram à falência e deixaram na pobreza milhares ou milhões de cidadãos que lhes tinham entregado as suas poupanças que eram o esforço do trabalho de uma vida inteira.

Muitos cidadãos se têm vindo a interrogar, então onde estavam as autoridades financeiras responsáveis quando desses que andavam a oferecer juros o dobro dos do mercado! Esses, quando o faziam, sabiam como o estavam a fazer e quais poderiam ser as consequências a sofrer.

Inicio da década de oitenta do seculo passado, tínhamos um professor que insistia muito connosco para que estudássemos a constituição a comparássemos com a constituição antes de 1976 e víssemos os direitos que tínhamos na nova constituição. Este professor, tinha-se-nos apresentado com a referência de que era marxista, Nós, que eramos todos adultos, trabalhadores estudantes noturnos, já conhecíamos um pouco da vida real e dissemos-lhe: Não adianta estar escrito na constituição, se depois o país não tem condições para poder cumprir o que está escrito! Por isso ,é que um ex-Chefe de Estado disse recentemente: O 25 Abril deu liberdade, mas não criou riqueza para a poder sustentar! Coisas mais sérias e responsáveis perguntámos a outro professor, porque havia alterações e manutenção de leis da constituição cessante para a nova constituição? Este professor, com bons anos de ensino respondeu: Os novos políticos retiraram da constituição cessante o que não lhes convinha a eles e mantiveram para a nova constituição o que lhes convinha a eles.

Assim, ao longo dos tempos, aqueles que queriam singrar através da malandrice, começavam por desmontar bem as leis deste país cheias de fugas, para verem quais seriam as fugas por onde poderiam escapar nas suas malandrices. E, é vermos o que lhes aconteceu a milhares de saqueadores do produto deste país e dos portugueses que trabalham para viverem melhor.

No início deste seculo, estava eu de viajem num país estrangeiro, e um cidadão desse país apontou para um enorme edifício em hotel e disse-me: sebe de quem é aquele edifício? Disse-lhe, não! Ele disse-me: é da pessoa tal, família tal, fiquei admirado como é que ele sabia a família e vida desse cidadão português. Esse cidadão português, pertence ao grupo daqueles que ele e seus familiares entraram para a política com uma mão atrás e outra à frente, esse já faleceu, mas seus familiares já foram apanhados surpreendidos por lhes dizerem que são proprietários de determinados bens e rendimentos sem que eles soubessem.


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