Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã
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| Praia de Troia |
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| Turismo em Troia |
Cronica republicada da 1ª publicada em 13-07-2011, como teve muitas centenas de leitores por cerca de 60 países, republico-a novamente.
Troia, é uma lindíssima língua de terra frente à
cidade de Setúbal, ver fotos que pode ampliar clicando, que se estende por cerca de 18 km de
comprimento e cerca de 2 km de largura no ponto mais largo.
Como nestas minhas crónicas me preocupa essencialmente
as mudanças que Portugal sofreu nos últimos 50 anos, quando
terminará este meu trabalho (como já disse mais vezes) com um livro acompanhado
de um DVD com pequenos filmes cirúrgicos de vários pontos do país, hoje vou falar de Troia e particularmente desde o dia em que eu a conheci pessoalmente.
1975, partimos de Lisboa um pequeno grupo de jovens,
seis, atraídos pelas facilidades de passar um fim-de-semana numa famosa
estância turística, como estávamos desde havia muito tempo habituados a ouvir
publicitar. Agora, todas essas condições estavam abertas a todos os cidadãos
mesmo pagando pouco.
Deixamos os carros em Setúbal, atravessámos o estuário
do Sado no hovercraft onde se notava uma grande afluência de passageiros muito
eufóricos para Troia.
Já na Península e na zona turística por excelência, as
boas estruturas lá estavam: bons espaços de restaurantes, de lojas e centros
comerciais bem espaçosos, mas já não estavam muito bem abastecidos. Os bons
hotéis lá estavam, mas notava-se que já não tinham o ambiente para o qual foram
feitos, estavam em parte vazios.
Depois de termos gozado uma boa manhã de praia, que só
nos países tropicais é que era possível saborear uma água daquelas, fomos
almoçar e o espaço do restaurante era excelente, empregados para servir já só
existiam os mais revolucionários, atendiam-nos a correr e com palavras
revolucionárias, pois estávamos no período mais revolucionário do pós-25 de
Abril. Muitos dos clientes, se alguma coisa não estava como eles queriam,
exigiam severamente gritando alto - então para que foi feito o 25 de Abril?
Passado um ano, o mesmo grupo voltámos lá ao mesmo
restaurante e já estava fechado. Toda a zona turística era um deserto. Havia
gente nas praias, mas era gente que ia de Lisboa e da região fazer lá praia
normalmente.
O nome de Troia a esta península vem-lhe do tempo dos
romanos, porque acharam este espaço de terra parecida com a Troia grega mítica.
Há vestígios de local privilegiado mesmo de antes dos
romanos e os romanos fizeram aqui um grande centro industrial e comercial de
conservas de peixe. Acharam que era um dos melhores peixes que encontraram e
com abundância, criaram centros de salgamento, conservas e exportação,
manteve-se para além da era romana e até fins da idade média. D. Maria I ainda
considerou muito esta Península.
A partir do início da 2ª metade do século XX, Troia voltou à moda e começou de novo o desenvolvimento, mas agora turístico. No
início dos anos setenta do mesmo século Troia era um dos melhores e mais
frequentados centros turísticos de Portugal, empregava milhares de pessoas.
Em 1975 quando eu conheci pessoalmente, como já
descrevi atrás, já estava em queda vertical pelas razões que também descrevi
atrás.
Depois, passei por ali algumas vezes durante férias
andantes, cheguei a acampar por ali (campismo selvagem) e a partir de 2000 de
novo Troia voltou a ter esperança.
Agora, quem por ali for e tiver conhecido o processo
por que passou Troia nas últimas décadas nem quer acreditar: Troia sofreu uma transformação que só vendo. Agora tem dos melhores Hotéis do mundo, centros
de congressos, condições turísticas para todas as carteiras e ali respira-se
turismo de qualidade para todas as posses financeiras.
Para além dos espaços de qualidade superior, continua
a haver espaços nas praias para turismo popular. Ver as duas ultimas fotos do
nosso lado direito.
Assim vai mudando Portugal!...



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